Entre 1949 e 89, o terreno que abriga a Praça Victor Civita foi um depósito e centro de processamento de resíduos domiciliares e hospitalares. Após a desativação do Incinerador Pinheiros, a área foi ocupada por cooperativas de reciclagem, que permaneceram no terreno até o final de 2006. Como resultado desse processo, especialmente pela liberação de resíduos não destruídos na queima dos materiais, o solo foi contaminado por traços de dioxinas, furanos e metais pesados, como chumbo, alumínio e zinco, poluentes que só poderão ser dissipados através da ação da natureza ao longo de séculos.
Quando o Grupo Abril e seus parceiros comprometeram-se a promover a reabilitação do terreno do antigo Incinerador para uso público, a Secretaria do Verde e Meio Ambiente do Município de São Paulo, a CETESB e a GTZ realizaram estudos e sondagens no local, que culminaram no Termo de Referência para Recuperação de Áreas Degradadas.
Constatou-se, então, a possibilidade de acrescentar uma camada de 50 cm de solo para controlar os processos de contaminação, isolar pontos perigosos e construir superfícies de proteção – foram mais de 3500 m³ de terra limpa em todo o terreno. Atualmente, um deck de madeira legalizada de três diferentes espécies brasileiras (ipê, garapa e sucupira) delimita o passeio pela Praça, evitando que os transeuntes tenham contato direto com as áreas de solo degradado.
Para a continuidade das pesquisas, a CETESB mantém no bosque um espaço reservado à demonstração de prospecções, sondagens e monitoramento de solo e água subterrânea.
